O mercado imobiliário vinha vivendo uma recuperação enorme da crise econômica que afetou o país entre 2014 e 2018, quando as atividades de construtoras em todo o país voltaram a ganhar força e as imobiliárias puderam recuperar o fôlego.

Mas daí veio a pandemia do coronavírus em março de 2020 e de repente o otimismo teve uma pausa. Por pouco tempo, ainda bem. Nem mesmo a pandemia e o isolamento social foram capazes de conter a recuperação do setor imobiliário.

Naturalmente as construtoras e imobiliárias sentiram um baque nos primeiros meses da pandemia. As vendas diminuíram um pouco, mas mesmo assim o setor de construção não parou e foi um dos que mais manteve empregos durante essa fase difícil.

Do lado das imobiliárias, muitos clientes buscaram uma renegociação de contrato de aluguel, outros simplesmente cancelaram, mas depois dos 4 primeiros meses dessa nova realidade de isolamento social forçado em grande parte da nossa rotina, as imobiliárias entenderam, de certa forma, como trabalhar a partir de agora.

O mercado imobiliário recuperou o fôlego e as pessoas começaram a buscar por novas moradias, seja para alugar ou para comprar, diante da nova necessidade de trabalho no formato “home office”.

Esse é o cenário que está diante das imobiliárias e construtoras brasileiras e pronto para ser mais uma grande oportunidade de negócios. Agora, precisamos entender por que a recuperação do mercado imobiliário está surpreendendo.

Mercado imobiliário surpreende especialistas

Vários players do mercado imobiliário começaram o ano com estimativas extremamente positivas de vendas e metas audaciosas. No entanto, depois do início da pandemia, nem mesmo os especialistas mais otimistas enxergavam 2020 como um bom ano.

O fato é que o momento atual mostra novos cenários de futuro para o setor, tanto na parte comercial com a mudança de abordagem dos consultores e corretores, quanto com relação às ofertas disponíveis.

Muitas construtoras e imobiliárias aproveitaram as mudanças forçadas pela pandemia para avaliar e repensar sua forma de operar.  A gestão financeira mudou, os processos ficaram mais ágeis e conectados, as ofertas comerciais foram revisadas, contratos remanejados, novas estratégias mais fluidas e dinâmicas para tempos de incerteza. Em outras palavras, planejamento rápido, transparente e objetivo  é a nova norma do jogo.

 

Taxa SELIC baixa também ajuda o setor

A taxa Selic tem alcançado um dos níveis mais baixos da história da economia brasileira. Seu nível chegou aos 2% em 2020 e essas taxas de juros mais baixas oferecidas pelos bancos ajudam a aquecer a economia e estimulam o financiamento imobiliário no país.

Não à toa a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, bem como outros bancos privados já estão reestruturando novas campanhas de financiamento habitacional no país para movimentar ainda mais a economia e o mercado imobiliário.

Essa intensidade de 2020 trouxe uma clareza para um ponto essencial do setor imobiliário como um todo: o ciclo da produção habitacional é consideravelmente longo e o produto imobiliário precisa de uma nova estrutura de vendas que faça sentido para o século XXI. Os fatores sociais, econômicos e políticos interferem, de fato, na saúde desse mercado, mas não são capazes de pará-lo, nem mesmo tirar seu otimismo.

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