O coronavírus após poucos meses no Brasil já modificou consideravelmente o cenário do mercado imobiliário, tanto de aluguéis quanto de compra e venda de imóveis. Quando olhamos para a área de imóveis comerciais, a análise fica ainda mais complexa.

Isso porque a maior parte dos imóveis comerciais tiveram que ser fechados sem nenhum tipo de planejamento ou aviso prévio. Os que já trabalhavam com algum tipo de serviço de entrega sentiram menos os efeitos do fechamento. Os estabelecimentos que dependiam exclusivamente do atendimento físico ou fecharam as portas totalmente ou estão segurando as contas, renegociando contratos com fornecedores e locatários.

Exatamente por conta dessa necessidade de fechar as portas às pressas, muitos locatários foram pegos desprevenidos. Alguns foram contra a renegociação dos valores e condições, outros entenderam logo que essa não era uma situação comum.

Há também a questão de empresas que estão adotando o home office como modalidade padrão de trabalho, pelo menos pelos próximos meses, o que tem levantado uma discussão sobre a necessidade de escritórios em grandes espaços.

O fato é que ainda estamos longe do fim da pandemia e já falamos em um “novo normal”, no qual algumas empresas adotarão o home office e alguns comércios voltarão a abrir as portas em breve, mas com novas condições de atendimento.

Pensando nisso, resolvemos apresentar alguns detalhes sobre o que deve mudar no cenário dos imóveis comerciais.

 

Atendimento reduzido

Os comércios que dependem do atendimento físico para sobreviverem estão reestruturando diversos aspectos desse trabalho. Boa parte das cidades definiram que comércios só poderão receber 20% de sua capacidade máxima definida pela vistoria dos bombeiros.

Por exemplo: se um estabelecimento pode receber, com segurança, 50 pessoas no máximo, no “novo normal” apenas 10 pessoas poderão estar dentro do local ao mesmo tempo (sem contar os funcionários), respeitando normas como o uso de máscaras – de clientes e vendedores – e o distanciamento de, no mínimo, 1 metro entre as pessoas.

As filas também precisarão de regras de distanciamento de 2 metros, com os clientes usando máscaras e evitando conversas e contato direto. A testagem de temperatura na porta do comércio também é outro dos pontos apresentados como solução para ajudar a conter a disseminação do vírus em ambientes comerciais.

 

Home Office começa a ser aceito

De acordo com uma pesquisa da Fundação Dom Cabral, mais de 70% das companhias entrevistadas pretendem continuar com o trabalho remoto, integral ou parcialmente, após o fim da pandemia.

Muitas empresas farão uma revisão de contratos de locação de seus espaços para apenas alguns dias por semana ou trocarão grandes salas ou andares comerciais por espaços de coworking, por exemplo, para reuniões estratégicas das equipes.

Esse “novo normal” que tanto falam vai gerar transformações também na forma como os escritórios são planejados, dando prioridade para salas amplas, com espaços mais afastados entre as pessoas, bem arejadas e pensadas para a segurança em tempos de distanciamento social.

Essa mudança pode ser vista como um ponto positivo para o mercado imobiliário residencial que verá uma movimentação das pessoas em busca de imóveis mais amplos com espaço para a criação de um home office mais agradável e adequado às novas necessidades de trabalho individual.

Para você saber também outras lições que a Covid-19 deixa para o mercado imobiliário, acesse este outro artigo que publicamos recentemente no Blog do House Viewer 360º. Até a próxima!

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